Bestas e incríveis criações: a ética e a ciência

Ele desembarcou em terra fértil e perigosa! Antes disso a ficção científica nunca tinha visto nada parecido, antiético ou mesmo impressionante. Charles Prendick naufraga e participa de uma expedição a uma ilha que ameaça sua liberdade e sua sanidade mental.

Publicado em 1896, A Ilha do Dr. Moreau já estava sem edição no Brasil e o selo Via Leitura, da Editora Edipro, não podia deixar este exemplar de lado em uma coleção que há quatro anos encanta os amantes da literatura clássica.

A obra, de H. G. Wells, apresenta um médico obcecado pela ideia de transformar animais em homens. Porém, não se tratam apenas de experimentações científicas. O enredo traz à tona temas como a religião, a Teoria da Evolução e a ética na ciência. E, a partir dessas abordagens, o pai da ficção científica expõe suas críticas sociais.

Após ser levado à pequena ilha do Pacífico, Charles Prendick conhece o médico Moreau, expulso da Inglaterra por suas polêmicas experiências de vivissecação de animais. As experimentações facilmente fariam parte dos conhecidos Freak Shows, eram criaturas bestiais com uma aparência desconfortavelmente humana.

Narrado em primeira pessoa, o livro transmite ao leitor as aflições de conhecer os segredos do médico lunático e inteligente o suficiente para buscar na ciência a espécie perfeita, com a destreza dos animais selvagens e a inteligência e beleza do ser humano.

A Ilha do Dr. Moreau teve duas adaptações para o cinema (1977 e 1996), sendo a última estrelada por Marlon Brando e mais de cem anos após sua publicação, ainda se mostra um dos livros mais representativos da ficção científica.

 

Por: Fabio Previdelli

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