MASP recebe a 2ª edição da semana paulista de dança

De 28 de agosto a 1º de setembro, o MASP Auditório volta a abrigar a Semana Paulista de Dança, que chega à sua segunda edição depois de atrair 1.500 espectadores em 2018. A ideia é aproximar a cidade da dança e apresentar a cena contemporânea por meio de uma programação gratuita. Nesta temporada, também com a curadoria de Anselmo Zolla, o evento contará com a Quasar Cia. de Dança, a Studio3, a São Paulo Companhia de Dança, o Balé Teatro Guaíra e a Companhia de Danças de Diadema, além de Miriam Druwe, Marilena Ansaldi e Raymundo Costa. O encerramento fica por conta do Balé Folclórico da Bahia.

Dia 28.8, quarta-feira, às 20h
Studio3 Cia. de Dança
Espetáculo: O Mandarim Maravilhoso
Coreografia inspirada em O Mandarim Maravilhoso, criação do húngaro Béla Bartók no caos do pós-guerra. A ação tem lugar numa casa decrépita, sede de três vagabundos que obrigam uma moça a seduzir e a roubar homens que passam pela rua.

São Paulo Companhia de Dança
Espetáculo: A morte do cisne
O solo criado em 1907 por Michel Fokine para Anna Pavlova dialoga com a harpa e o violoncelo. Inspirado no poema de Alfred Tennyson e nos movimentos do cisne nos últimos instantes de vida, tem na trilha O Cisne, extrato do Carnaval dos Animais (1866).

 

Miriam Druwe
Sei solo
Criado e interpretado pela bailarina Miriam Druwe, com dramaturgia e encenação do diretor e coreógrafo José Possi Neto, “Sei solo” fala do difícil exercício de encontrar a si mesmo — ou a
si mesma. Na trilha, Chaconne, Partita nº 2 em Ré menor, de Johann Sebastian Bach.

Quasar Cia. de Dança
Espetáculo: Mulheres
No palco, três mulheres tentam manter a individualidade enquanto se veem envolvidas em diálogos e emoções. O espetáculo ganha densidade à medida que as falas se alternam. O público é convidado a perceber peculiaridades do universo feminino e a interpretar o
desenrolar dos acontecimentos.

Companhia de Danças de Diadema
Espetáculo: Retrato
A bailarina Ana Bottosso interpreta o solo de Ivonice Satie. Nesta peça autobiográfica, a coreógrafa, morta em 2008, expressou fases da sua trajetória, em que se percebe a influência de uma mistura nipo-brasileira, e suas memórias se traduzem em movimentos.

Raymundo Costa
Espetáculo: O tempo entre o sopro e o apagar da vela
À Hugo Travers, in Memorian
Tomando versos de Paulo Leminski emprestados para o título, a coreografia do bailarino Raymundo Costa, hoje coordenador do Acervo e Projetos Didáticos do Balé da Cidade de São Paulo, foca o momento em que ouvimos uma má notícia e as emoções que se seguem.

Marilena Ansaldi
Espetáculo: Depois de tudo
Em uma coreografia de tom bastante pessoal, a atriz e bailarina Marilena Ansaldi revê a própria trajetória, a intensidade e a obstinação com que se jogou nos palcos em seus mais de 60 anos de carreira, e transmite uma mensagem de gratidão.

Dia 29.8, quinta-feira, às 20h
Balé Teatro Guaíra
Espetáculo: Trânsito
A coreografia de Ana Vitória tem o princípio de que o trânsito é um movimento inexorável, ao qual é impossível não se submeter. À ideia de cartografias afetivas e caleidoscópio cultural e gestual, soma-se uma pesquisa de ritmos tribais de culturas distintas.

Quasar Cia. de Dança
Espetáculo: Estou sem silêncio
Com um elenco totalmente feminino, o espetáculo traz, em um momento marcante, quatro bailarinas, cada uma com uma personalidade bastante específica. A coreografia surgiu a
partir de outra da companhia, Céu na boca, de 2009. 

Companhia de Danças de Diadema
Espetáculo: Eu por detrás de mim
Em diálogo com a obra do artista dinamarquês Olafur Eliasson, a coreógrafa Ana Bottosso criou um espetáculo que fala, por meio de um jogo de espelhos e reflexos, sobre a coexistência de outros em nós mesmos.

Dia 30.8, sexta-feira, às 20h
Studio3 Cia. de Dança
Espetáculo: Depois
Com direção e concepção de Anselmo Zolla e figurinos de Fause Haten, Depois se propõe um olhar poético sobre o pós-espetáculo: o roteiro trata dos acontecimentos, sentimentos e sensações ao final do espetáculo de uma companhia de dança.

Dia 31.8, sábado, às 20h
São Paulo Companhia de Dança Ngali
A coreografia toma como referência a peça teatral La Ronde (1897), de Arthur Schnitzler, para tratar de diferentes tipos de relação amorosa que envolvem um terceiro. A palavra “ngali”, de origem aborígine da Austrália Ocidental, significa “nós dois, incluindo você”.

Fada do Amor
O espetáculo criado em 1993 por Marcia Haydée traduz a energia e o amor da fada pelo ser humano, marcado por sua entrega e delicadeza, simbolizada pela leveza da bailarina que cruza a cena nos braços do bailarino.

Agora
A obra de Cassi Abranches aborda a palavra “tempo” em seus possíveis significados: o musical com dinâmicas e sonoridades; o cronológico com lembranças e expectativas, o da temperatura com diferentes graus e intensidades.

Dia 1.9, domingo, às 16h e às 19h
Balé Folclórico da Bahia
Espetáculo: Herança Sagrada – A corte de Oxalá
Inspirado em rituais do Candomblé, com cânticos sagrados e reproduções fiéis de importantes manifestações culturais baianas, da capoeira ao samba de roda, o espetáculo já foi aplaudido
nos Estados Unidos, Europa, Oceania e Caribe.

Dia 1.9, domingo, das 17h30 às 18h30
Mesa Mulheres na Dança
Um encontro para partilhar cinco olhares distintos de modos de existência na dança, permeado por momentos marcantes da carreira de cinco mulheres. Ana Bottosso comentará como foi substituir a mestra Ivonice Satie na Companhia de Danças de Diadema; Carolina Fagundes falará da idealização do Instituto Satie; Miriam Druwe contará como é retornar aos palcos em novo momento da carreira; Vera Bicalho irá ponderar como reinventar a Quasar Cia de Dança hoje e a mediadora Inês Bogéa refletirá como dar continuidade ao conteúdo artístico na São Paulo Companhia de Dança. Ao final, diálogos com a plateia.

Semana Paulista de Dança
Patrocínio: Klabin
Apoio: Studio3
Data: de 28 de agosto a 1º de setembro de 2019
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: de 4ª (28) à sábado (31) às 20h. Domingo (01), às 16h e 19h 
Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados duas horas antes de cada espetáculo na bilheteria do museu. A distribuição está sujeita à lotação da capacidade do auditório. Os lugares serão liberados com 30 minutos de antecedência. Aqueles que retiraram ingressos, mas não estiverem presentes durante esse período, terão os mesmos repassados. Não haverá tolerância para atrasos após o início dos espetáculos.

MASP
Horários: quarta a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); Terça Grátis
Qualicorp: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada)
Estacionamento: é preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.
CAR PARK (Alameda Casa Branca, 41)
R$ 18 até 12h
seg – sex: 7h-23h
sáb, dom e feriado: 8h-20h
PROGRESS PARK (Avenida Paulista, 1636)
seg – sex, 7h-23h: R$ 20
sáb, dom e feriado, 7h-18h: R$ 20

 

Por: Gabriela Valdanha
Fonte: Pinacoteca de São Paulo
Foto: Depois de tudo, de Marinela Ansaldi
Crédito: Renan Livi

 

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