{"id":17032,"date":"2021-10-19T00:27:14","date_gmt":"2021-10-19T03:27:14","guid":{"rendered":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/?p=17032"},"modified":"2021-10-23T04:29:19","modified_gmt":"2021-10-23T07:29:19","slug":"quadrinhos-africanos-mostram-diversidade-do-continente-e-combatem-preconceitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/quadrinhos-africanos-mostram-diversidade-do-continente-e-combatem-preconceitos\/","title":{"rendered":"Quadrinhos africanos mostram diversidade do continente e combatem preconceitos"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\" style=\"text-align: center;\"><em>As narrativas buscam evidenciar a diversidade existente nos diferentes pa\u00edses africanos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por muito tempo persistiu \u2013 e ainda persiste \u2013 no imagin\u00e1rio coletivo o estere\u00f3tipo de que a \u00c1frica \u00e9 um lugar atrasado e assolado pela mis\u00e9ria.\u00a0Essa forma de pensar e de se representar a \u00c1frica vem sendo colocada em xeque gra\u00e7as ao esfor\u00e7o de diversos intelectuais e artistas africanos que apresentam outras perspectivas sobre o continente, denunciando, assim, o grande perigo que \u00e9 contar uma hist\u00f3ria \u00fanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse cen\u00e1rio de reivindica\u00e7\u00e3o das narrativas e reinterpreta\u00e7\u00e3o dos sentidos na busca de evidenciar a diversidade existente nos diferentes pa\u00edses africanos, a cena de quadrinhos africanos surge como uma pot\u00eancia criativa que vem chamando a aten\u00e7\u00e3o dos leitores n\u00e3o s\u00f3 do Brasil, mas de todo o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 na cena de quadrinhos do continente uma variedade enorme de estilos, tra\u00e7os e influ\u00eancias distintas abordando as mais diversas tem\u00e1ticas. Temos desde contos infantis, como\u00a0<em>Akissi<\/em>, de Marguerite Abouet e Mathieu Sapin, passando por narrativas biogr\u00e1ficas como o\u00a0<em>The Initiation<\/em>, de Mogorosi Motshumi, que permite vislumbrar a vida cotidiana de um artista em forma\u00e7\u00e3o durante os anos do apartheid sul-africano, at\u00e9 deuses renascendo para combater vil\u00f5es, como em\u00a0<em>El3osba<\/em>, de John Maher, Maged Raafat e Ahmed Raafati.\u201d \u00c9 o que nos diz o professor e pesquisador de quadrinhos sul-africanos J\u00falio Sandes.<\/p>\n<figure id=\"attachment_17033\" aria-describedby=\"caption-attachment-17033\" style=\"width: 275px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17033 size-full\" src=\"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Aya-de-Yopougon.jpeg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Aya-de-Yopougon.jpeg 275w, https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Aya-de-Yopougon-206x300.jpeg 206w\" sizes=\"auto, (max-width: 275px) 100vw, 275px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17033\" class=\"wp-caption-text\">Capa de Aya de Yopougon de Marguerite Abouet e Cl\u00e9ment Oubrerie \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Interesse de longa data<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00falio aponta que o interesse tanto do p\u00fablico, quanto dos pesquisadores brasileiros por HQs africanas n\u00e3o \u00e9 algo novo e que vem crescendo h\u00e1 cerca de uma d\u00e9cada. \u201cO fortalecimento das discuss\u00f5es sobre o papel das hist\u00f3rias negras e africanas na ind\u00fastria do entretenimento em\u00a0n\u00edvel mundial faz com que p\u00fablico se pergunte: \u2018onde est\u00e3o as hist\u00f3rias africanas contadas por artistas de \u00c1frica\u2019\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos fatores atuais que despertaram o interesse do p\u00fablico brasileiro foi o curso Quadrinhos Africanos, ministrado gratuitamente pelo pesquisador e editor M\u00e1rcio Rodrigues em seu\u00a0<strong><span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/MrMarcioNobre\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">canal do Youtube<\/a><\/span><\/strong>. \u201cO curso online \u00e9 uma reedi\u00e7\u00e3o de um curso presencial que ofere\u00e7o no Maranh\u00e3o h\u00e1 um tempo\u201d, afirma M\u00e1rcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA ideia surgiu inicialmente como uma parceria com o Curso de Estudos Africanos e afro-brasileiros da UFMA, e foi constru\u00eddo junto do Centro Acad\u00eamico Maria Firmina dos Reis, encabe\u00e7ado por estudantes do referido curso\u201d, complementa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A respeito da recep\u00e7\u00e3o do curso, M\u00e1rcio diz que o p\u00fablico se mostra bastante interessado. \u201cO interesse \u00e9 tanto que o pessoal me aguenta falando por quase 4 horas seguidas sobre quadrinhos africanos e s\u00f3 se lembra de pedir para assinar a lista de presen\u00e7a ap\u00f3s 3 horas de fala\u00e7\u00e3o\u201d, brinca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Interesse do p\u00fablico, desinteresse das editoras<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, mesmo que haja interesse pelos quadrinhos africanos por parte do p\u00fablico leitor e dos pesquisadores, as editoras voltadas para a publica\u00e7\u00e3o de HQs no Brasil parecem n\u00e3o dar tanta import\u00e2ncia, ou at\u00e9 mesmo desconhecem essa produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e1rcio afirma que costuma acompanhar o cat\u00e1logo de editoras que geralmente se identificam como progressistas e percebe a falta de diversidade nas publica\u00e7\u00f5es. \u201cFico espantado de ver como em alguns cat\u00e1logos n\u00e3o h\u00e1 publica\u00e7\u00e3o de autoria negra ou feminina, at\u00e9 quadrinhos europeus, como os alem\u00e3es, s\u00e3o ignorados. Agora imagina se v\u00e3o dar aten\u00e7\u00e3o para os quadrinhos africanos?\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as poucas publica\u00e7\u00f5es de quadrinhos africanos feitas no Brasil, temos\u00a0<em>Funmilayo Ransome-Kuti e a Uni\u00e3o das Mulheres de Abeokuta<\/em>, de Obioma Ofoego e Alaba Onajin,\u00a0<em>Njinga Mbandi \u2013 Rainha de Ndongo e Matamba<\/em>, de Edouardserbin Joubeaud e\u00a0<em>Wangari Maathai e o Movimento do Cintur\u00e3o Verde<\/em>, de Wangari Maathai e Eric Muthoga. Essas s\u00e3o<em>\u00a0<\/em>obras que fazem parte da cole\u00e7\u00e3o Mulheres na Hist\u00f3ria da \u00c1frica, publicados pela Casa das Letras.<\/p>\n<figure id=\"attachment_17034\" aria-describedby=\"caption-attachment-17034\" style=\"width: 307px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17034 size-full\" src=\"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Akissi-o-ataque-dos-gatos.jpeg\" alt=\"\" width=\"307\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Akissi-o-ataque-dos-gatos.jpeg 307w, https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Akissi-o-ataque-dos-gatos-230x300.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17034\" class=\"wp-caption-text\">Quadrinho infantil: Akissi o ataque dos gatos \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Sesi-SP Editora lan\u00e7ou\u00a0<em>P\u00farpura,\u00a0<\/em>de Pedro Cirne. A HQ foi inspirada na hist\u00f3ria da av\u00f3 do autor, que \u00e9 luso-angolana, e traz perspectivas dos pa\u00edses africanos falantes de portugu\u00eas, como Angola, Mo\u00e7ambique, Cabo Verde, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Guin\u00e9 Bissau.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a embaixada brasileira em Cabo Verde lan\u00e7ou uma adapta\u00e7\u00e3o do romance\u00a0<em>O Mulato<\/em>, que foi ilustrada pela cabo-verdiano Hegui Mendes. A embaixada tamb\u00e9m produziu um quadrinho com contos de diferentes pa\u00edses falantes de portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m passou por aqui uma colet\u00e2nea de autores falantes de portugu\u00eas, o\u00a0<em>BDLP &#8211; Banda Desenhada da L\u00edngua Portuguesa<\/em>, organizado pelo Est\u00fadio Olindomar. A publica\u00e7\u00e3o chegou a ganhar o HQmix, considerado o Oscar dos quadrinhos no Beasil, e contou com a participa\u00e7\u00e3o de autores brasileiros.\u00a0<em>A BDLP<\/em>\u00a0j\u00e1 est\u00e1 no quinto volume, mas s\u00f3 o primeiro teve uma boa repercuss\u00e3o por aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente a Skript Editora est\u00e1 realizando a pr\u00e9-venda de dois quadrinhos africanos. O primeiro \u00e9<em>\u00a0Ligeiro Amargor: uma Hist\u00f3ria do Ch\u00e1<\/em>, do costa-marfinense Koffi Roger N&#8217;Guessan, com roteiro da dupla Elanni e Dja\u00ef.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o segundo quadrinho \u00e9\u00a0<em>O Pesadelo de Obi<\/em>, quadrinho guin\u00e9u-equatoriano com roteiro de Chino e Tenso Tenso e ilustra\u00e7\u00e3o de Ram\u00f3n Esolo Ebal\u00e9. A obra satiriza o atual presidente da Guin\u00e9 Equatorial Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, o que ocasionou na persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos autores, sendo que Ebel\u00e9 chegou a ser preso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As duas HQs contam com a edi\u00e7\u00e3o de M\u00e1rcio Rodrigues e s\u00f3 chegaram no Brasil gra\u00e7as ao\u00a0curso sobre quadrinhos africanos. \u201cO convite surgiu ap\u00f3s o Sandro Merg, organizador do Butant\u00e3 Gibicon, ter dito ao Douglas Freitas, um dos donos da Skript Editora, que ele estava fazendo o meu curso online. Douglas ent\u00e3o entrou em contato comigo e desde ent\u00e3o temos passado 24 horas por dia falando sobre quadrinhos\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas de todos os quadrinhos africanos publicados no Brasil,\u00a0<em>Aya de Yopougon<\/em>, com dois volumes publicados pela L&amp;PM, com roteiro da costa-marfinense Marguerite Abouet e arte do franc\u00eas Cl\u00e9ment Oubrerie, talvez seja a obra mais conhecida e acess\u00edvel por ter sido selecionada para o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) em 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cEsque\u00e7a tudo o que voc\u00ea j\u00e1 ouviu sobre a \u00c1frica\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 assim que se inicia a sinopse de\u00a0<em>Aya de Yopougon<\/em>. A HQ acompanha a rotina de tr\u00eas amigas, Aya, Bintou e Adjoua, que vivem dilemas normais de tantos outros jovens: garotos, festas e d\u00favidas sobre o futuro. Tendo como palco o bairro de Yopougon, na Costa do Marfim, a obra \u00e9 ambientada nos anos de 1970 e traduz algumas das viv\u00eancias da pr\u00f3pria Marguerite Abouet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAcompanhar a hist\u00f3ria daquelas jovens por Yop City desafia as no\u00e7\u00f5es pr\u00e9-concebidas que o senso comum constr\u00f3i sobre o que seria uma juventude africana\u201d, comenta J\u00falio Sande. \u201cAya n\u00e3o \u00e9 \u2018de \u00c1frica\u2019, nem tampouco \u2018de Abidjan\u2019 \u2013 cidade onde habita. Ela \u00e9 de Yopougon. Um bairro que \u00e9 o seu mundo\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o professor e pesquisador, esse fato j\u00e1 coloca em cheque a no\u00e7\u00e3o racista de uma africanidade universal, que toma toda experi\u00eancia e toda pessoa africana como um exemplar da mesma hist\u00f3ria, da mesma realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUm equ\u00edvoco que s\u00f3 ocorre por conta da \u2018hist\u00f3ria \u00fanica\u2019, para usar a express\u00e3o tornada famosa pela escritora nigeriana Chimamanda Adichie, que o senso comum conhece sobre todo um continente e que precisa ser implodida para ser complexificada\u201d, diz J\u00falio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Novos universos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a publica\u00e7\u00e3o de quadrinhos africanos no Brasil, tanto M\u00e1rcio quanto J\u00falio apontam para a import\u00e2ncia n\u00e3o s\u00f3 de atender uma demanda antiga de leitores e pesquisadores, mas tamb\u00e9m de apresentar ao p\u00fablico outros universos simb\u00f3licos que s\u00e3o totalmente diversos e diferentes dos que estamos acostumados a ver, contribuindo para expandir a nossa ideia sobre quadrinhos e sobre o continente africano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEssas publica\u00e7\u00f5es certamente contribuem para o questionamento dos estere\u00f3tipos generalizantes e frequentemente racistas que o senso-comum costumeiramente atribui \u00e0 regi\u00e3o e aos seus povos\u201d, finaliza J\u00falio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por: Edmar Neves<\/em><br \/>\n<em>Fonte: <strong><span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/www.brasildefatopr.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Brasil de Fato<\/a><\/span><\/strong><\/em><br \/>\n<em>Edi\u00e7\u00e3o: Rebeca Cavalcante<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As narrativas buscam evidenciar a diversidade existente nos diferentes pa\u00edses africanos Por muito tempo persistiu \u2013 e ainda persiste \u2013<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17035,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[5,1],"tags":[6719],"class_list":["post-17032","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-ultimas-noticias","tag-quadrinhos-africanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17032","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17032"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17032\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17047,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17032\/revisions\/17047"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17035"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}