{"id":18577,"date":"2023-03-29T19:50:30","date_gmt":"2023-03-29T22:50:30","guid":{"rendered":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/?p=18577"},"modified":"2023-03-29T19:55:38","modified_gmt":"2023-03-29T22:55:38","slug":"a-nova-onda-das-convencoes-pop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/a-nova-onda-das-convencoes-pop\/","title":{"rendered":"A nova onda das conven\u00e7\u00f5es pop"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Eventos como POC-Con, PerifaCon e PalafitaCon levam para as feiras de cultura pop o debate sobre inclus\u00e3o e representatividade j\u00e1 presentes nos quadrinhos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imagine voc\u00ea, gay, negro, pobre, que diariamente precisa se reafirmar socialmente como sujeito. Voc\u00ea que \u00e9 tamb\u00e9m amante de cultura pop e de quadrinhos, mas que sempre sentiu certo distanciamento dos espa\u00e7os, digamos, mais tradicionais de consumo e debate desse tipo de conte\u00fado. Agora, imagine-se circular por um ambiente democr\u00e1tico, inclusivo, que respeita as diversidades e que permitem maior interatividade entre seus f\u00e3s. Nesse sentido, surgem as novas feiras alternativas de cultura pop, como a Poc-Con, que teve sua primeira edi\u00e7\u00e3o em junho de 2019, a PalafitaCon, que vem atuando desde 2018 e a PerifaCon, em S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diversos eventos no Brasil re\u00fanem f\u00e3s de cultura pop, HQs e cinema para v\u00e1rios dias de uma experi\u00eancia cativante e que adentra no imagin\u00e1rio afetivo de milhares de pessoas. A maior delas, a\u00a0<strong>Comic Con Experience<\/strong>, acontece em S\u00e3o Paulo e j\u00e1 se tornou a maior do mundo em n\u00famero de visitantes. Normalmente, esses eventos celebram seus personagens, seus criadores e toda a cultura em torno deles. No entanto, nos \u00faltimos anos, ficou cada vez mais evidente que a busca por mais representatividade nessas produ\u00e7\u00f5es acabaria levando \u00e0 busca de novos modelos de eventos, mais inclusivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cinema, por exemplo, a chegada de um super-her\u00f3i negro como protagonista de uma superprodu\u00e7\u00e3o foi recebida como uma vit\u00f3ria. O filme\u00a0<strong><em>Pantera Negra<\/em><\/strong>\u00a0(2018), de Ryan Coogler, baseado no personagem da Marvel, foi a primeira pel\u00edcula desse g\u00eanero a ter uma narrativa centrada na ancestralidade do povo negro. Sucesso de p\u00fablico e cr\u00edtica, tornou-se ainda o primeiro longa de super-her\u00f3i a concorrer ao Oscar de Melhor Filme. De sete indica\u00e7\u00f5es, o filme levou tr\u00eas estatuetas para casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas vit\u00f3rias valem muitos para os f\u00e3s n\u00e3o-brancos que hoje, com o aumento das informa\u00e7\u00f5es, consumo e interatividade, conseguem se ver representados nas telas de cinema de maneira positiva e n\u00e3o como bandidos e\/ou escravos. Essa desconstru\u00e7\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o dos organizadores de eventos alternativos e, sobretudo, dos pr\u00f3prios f\u00e3s de cultura geek.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA representatividade nos t\u00edtulos das principais editoras (DC e Marvel) tiveram um aumento significativo na representatividade e inclus\u00e3o. \u00c9 percept\u00edvel que principalmente a Marvel Comics tem explorado muito a diversidade de seus her\u00f3is\/personagens\u201d, diz o professor de Literatura e estudioso de cultura pop, Marc\u00edlio Costa. Segundo ele, as HQs e her\u00f3is sempre trouxeram quest\u00f5es de representatividade, ainda que de forma mais sutil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cHoje temos\u00a0<strong>Kamala Khan<\/strong>, a\u00a0<strong>Miss Marvel<\/strong>, representada por uma hero\u00edna mu\u00e7ulmana. Temos v\u00e1rios personagens gays e casais\u00a0 gays em todas as equipes de her\u00f3is da editora. O queridinho do p\u00fablico,\u00a0<strong>Deadpool<\/strong>, \u00e9 assumidamente pansexual.\u00a0<strong>Thor<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Homem de\u00a0 Ferro<\/strong>, personagens ic\u00f4nicos da editora, passaram o manto para mulheres nos quadrinhos. Em rela\u00e7\u00e3o a DC Comics, a\u00a0<strong>Batwoman<\/strong>\u00a0Kate Kane \u00e9 homossexual assumida nas HQs. A pr\u00f3pria\u00a0<strong>Mulher-Gato<\/strong>\u00a0sempre flertou com Homens e Mulheres\u201d, afirma o professor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;Frequentar o universo geek demanda deslocamento e dinheiro. Falar do acesso aos conte\u00fados \u00e9 t\u00e3o importante quanto a representatividade de seu conte\u00fado.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marc\u00edlio \u00e9 ainda mais enf\u00e1tico ao comparar alguns produtos de massa, como Pantera Negra e X-Men com temas ligados \u00e0s minorias pol\u00edticas, que s\u00e3o temas pautados nessas duas produ\u00e7\u00f5es da Marvel. \u201cEm 1975 com a reformula\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo dos X-Men, a representatividade ficou mais latente com a cria\u00e7\u00e3o de uma nova equipe de Mutantes vinda das diversas partes do planeta. Temos uma africana (Tempestade), um Russo (Colossus), um Canadense (Wolverine), um Alem\u00e3o (Noturno), um Japon\u00eas (Solares) etc. A s\u00e9rie sempre retratou ao longo dos anos os mais diversos temas: racismo, homossexualidade, antissemitismo, religi\u00e3o e minorias. Ou seja, representatividade n\u00e3o \u00e9 algo novo nos quadrinhos, mas foi intensificada nos \u00faltimos anos\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A hora e a vez das POCs<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os grandes eventos de quadrinhos\/s\u00e9ries que acontecem no Brasil anualmente parecem estar ainda descolados desse debate de maior inclus\u00e3o e representatividade da cultura pop. Organizada por\u00a0<strong>M\u00e1rio C\u00e9sar<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Rafael Bastos Reis<\/strong>, a\u00a0<strong>POC-Con<\/strong>\u00a0chegou com o intuito de promover o aumento da presen\u00e7a da comunidade LGBTI+ no universo da cultura pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e1rio come\u00e7ou a publicar suas primeiras HQs com tem\u00e1tica gay em 2013, numa \u00e9poca em que quase n\u00e3o havia ningu\u00e9m produzindo hist\u00f3rias que tratassem do tema. O meio\u00a0<em>nerd<\/em>\u00a0\u00e9, ainda, um espa\u00e7o machista, em que manifesta\u00e7\u00f5es de homofobia e transfobia s\u00e3o comuns; e as feiras, por sua vez, eram espa\u00e7os pouco democr\u00e1ticos para essa inclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Poc Con ganhou uma import\u00e2ncia maior pelo momento pol\u00edtico que vivemos tamb\u00e9m. Estamos com um governo que promove uma ca\u00e7a \u00e0s bruxas contra artistas e contra milit\u00e2ncia LGBTI+. Estamos mostrando que n\u00e3o somos vagabundos mamando na teta do governo e nem estamos sexualizando crian\u00e7as com mamadeiras de piroca e nem qualquer asneira do tipo. N\u00e3o somos inimigos da sociedade, n\u00e3o representamos nenhuma amea\u00e7a \u00e0 fam\u00edlia, nem estamos doutrinando ningu\u00e9m, queremos apenas que parem de nos agredir, que nos respeitem e nos deem oportunidades. E a arte que fazemos gera renda e emprego\u201d, afirma M\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele \u00e9 ainda mais incisivo quando fala do espa\u00e7o democr\u00e1tico que a Poc-Con oferece para discutir pautas relacionadas \u00e0 g\u00eanero e sexualidade. Mesmo sabendo que a maioria das editoras de quadrinhos n\u00e3o t\u00eam autores desse meio em seus cat\u00e1logos, a feira Poc-Con vem justamente para quebrar esses paradigmas. Essa import\u00e2ncia fica clara para M\u00e1rio e para todos que v\u00e3o ao evento. \u201cUma feira como a Poc-Con d\u00e1 mais visibilidade pra autores LGBTI+ e incentiva o surgimento de novos talentos. A feira tamb\u00e9m mostrou pras editoras e empresas que existe p\u00fablico interessado em material com essas tem\u00e1ticas. Muitos autores nos relataram que venderam melhor l\u00e1 do que em um dia de CCXP, por exemplo. E eventos como o nosso s\u00e3o bons pra tornar quest\u00f5es de orienta\u00e7\u00e3o sexual, identidade de g\u00eanero e representatividade algo mais natural pro p\u00fablico nerd, que vive choramingando e vomitando \u00f3dio toda hora que anunciam um filme, s\u00e9rie ou HQ nova protagonizado por alguma minoria\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;Os grandes eventos de quadrinhos e s\u00e9ries que acontecem no Brasil anualmente parecem estar ainda descolados do debate de maior inclus\u00e3o e representatividade da cultura pop.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frequentar o universo\u00a0<em>geek<\/em>, no entanto, demanda deslocamento e dinheiro. Para come\u00e7ar, de modo geral, os ingressos para essas feiras possuem valores consideravelmente elevados; al\u00e9m disso, s\u00e3o voltadas quase que exclusivamente para o consumo, sem promover, necessariamente, reflex\u00f5es sobre o contempor\u00e2neo a partir dos objetos do universo no qual est\u00e3o inseridos. Com o objetivo de proporcionar a experi\u00eancia do universo nerd de uma forma alternativa \u00e0quela definida unicamente pelo consumo, surgiu a\u00a0<strong>PalafitaCon<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Andr\u00e9 Azenha<\/strong>, realizador da PalafitaCon, considera que as conven\u00e7\u00f5es de cultura pop normalmente n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o democr\u00e1ticas. Em rela\u00e7\u00e3o a isso, ele \u00e9 claro quando afirma que \u201ca PalafitaCon tem uma pegada mais social em rela\u00e7\u00e3o aos outros eventos do g\u00eanero que acontecem no Brasil. Nossa fun\u00e7\u00e3o \u00e9 de formar plateia. \u00c9 levar essa cultura\u00a0<em>geek<\/em>\u00a0para uma regi\u00e3o onde dificilmente as pessoas t\u00eam acesso a ela. Ao mesmo tempo, estimular pessoas que n\u00e3o vivem aquela realidade a conhec\u00ea-la.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cVivemos um momento bem interessante para questionamentos, pois o cen\u00e1rio pol\u00edtico acirrado evidencia que \u00e9 necess\u00e1rio lutar e resistir\u201d \u2013 Anne Quiangala.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra conven\u00e7\u00e3o que vem ganhando destaque \u00e9 a PerifaCon, a primeira conven\u00e7\u00e3o de quadrinhos do mundo a acontecer dentro de uma favela, no caso, a quebrada de Cap\u00e3o Redondo em S\u00e3o Paulo. A edi\u00e7\u00e3o de 2019 foi um sucesso e reuniu mais de 4 mil pessoas, a maioria jovens pretas e pretos vindos da periferia. O \u00eaxito do evento chama aten\u00e7\u00e3o ainda pela necessidade de repensar novas formas de financiamento que sejam igualmente democr\u00e1ticas. No caso da PerifaCon toda a produ\u00e7\u00e3o foi viabilizada atrav\u00e9s de financiamento coletivo via Catarse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Diversidade chega ao mainstream<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa busca por maior representatividade est\u00e1 sendo refletida na produ\u00e7\u00e3o das HQs hoje. O que antes era presente apenas na produ\u00e7\u00e3o alternativa, passou a pautar tamb\u00e9m produtos populares. \u201cA renova\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o\u00a0<em>underground<\/em>\u00a0sobre g\u00eanero, sexualidade, feminismos, influenciou o\u00a0<em>mainstream<\/em>\u00a0a ponto de termos uma Graphic MSP do Jeremias e a inser\u00e7\u00e3o de uma nova protagonista negra na rua do Limoeiro, a Milena. Em suma, vivemos um momento bem interessante para questionamentos, pois o cen\u00e1rio pol\u00edtico acirrado evidencia que \u00e9 necess\u00e1rio lutar e resistir\u201d, comenta Anne Quiangala pesquisadora na \u00e1rea de quadrinhos, com \u00eanfase em estudos feministas e de ra\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor de geografia Jefferson Arthur concorda que a representatividade vem crescendo dentro do universo das HQs de her\u00f3is, mas que ainda \u00e9 preciso de mais for\u00e7a. \u201cEmbora sejam produ\u00e7\u00f5es majoritariamente destinada para crian\u00e7as, \u00e9 a\u00ed que se come\u00e7a a trabalhar essas quest\u00f5es mais sociais e coletivas. Hoje n\u00f3s temos personagens negros mais atuantes, inclusive como protagonistas. A pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de identidade \u00e9 trabalhada neles, como por exemplo em Pantera Negra. Antes, os negros pareciam apenas um acess\u00f3ria e eram estereotipados de acordo com o padr\u00e3o branco \u2018civilizado\u2019\u201d, destaca o ge\u00f3grafo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cA Poc Con ganhou uma import\u00e2ncia maior pelo momento pol\u00edtico que vivemos tamb\u00e9m. Estamos com um governo que promove uma ca\u00e7a \u00e0s bruxas contra artistas e contra milit\u00e2ncia LGBTI+.\u201d \u2013 M\u00e1rio C\u00e9sar<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anne \u00e9 certeira quando afirma que essas produ\u00e7\u00f5es e os eventos mais inclusivos t\u00eam um papel de acolhimento dos grupos que s\u00e3o vitimados cotidianamente. \u201cO anseio por representatividade de grupos historicamente exclu\u00eddos \u00e9 natural, ainda mais numa sociedade estruturada pelo racismo institucional e cotidiano. O desejo de se sentir parte \u00e9 realmente poderoso e transformador\u201d, afirma ela. \u201cTais eventos se prop\u00f5em a focar o conte\u00fado para esse p\u00fablico, e concretizar o desejo de estar num espa\u00e7o l\u00fadico onde a sua identidade, performance ou apar\u00eancia n\u00e3o lhe transformam em um alvo.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Por: Nuno Talicosk &#8211; Cantor e ator pernambucano. Jornalista pela UNICAP e licenciado em Letras &#8211; Ingl\u00eas e Portugu\u00eas pela FACHO.<\/em><br \/>\n<em>Fonte: <strong><span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/revistaogrito.com\/quadrinhos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revista O Grito<\/a><\/span><\/strong><\/em><br \/>\n<em>Foto: Banca de quadrinhos na POCCON\/Foto:@axiaprodutora\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eventos como POC-Con, PerifaCon e PalafitaCon levam para as feiras de cultura pop o debate sobre inclus\u00e3o e representatividade j\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18578,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[409,7106,2595,3745],"class_list":["post-18577","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-comic-con-experience","tag-palafitacon","tag-perifacon","tag-poc-con"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18577"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18577\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18587,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18577\/revisions\/18587"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18578"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}