{"id":21764,"date":"2026-06-01T23:08:25","date_gmt":"2026-06-02T02:08:25","guid":{"rendered":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/?p=21764"},"modified":"2026-06-01T23:09:54","modified_gmt":"2026-06-02T02:09:54","slug":"historias-em-quadrinhos-atingem-diferentes-publicos-e-ganham-forca-na-era-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/historias-em-quadrinhos-atingem-diferentes-publicos-e-ganham-forca-na-era-digital\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias em quadrinhos atingem diferentes p\u00fablicos e ganham for\u00e7a na era digital"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Para Roberto El\u00edsio dos Santos, hist\u00f3rias em quadrinhos est\u00e3o chegando a todos os p\u00fablicos e est\u00e3o sendo apreciadas por uma diversidade de leitores<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As hist\u00f3rias em quadrinhos (HQs), conhecidas popularmente no Brasil como gibis, s\u00e3o um modo de narrar hist\u00f3rias atrav\u00e9s da sequ\u00eancia entre textos e imagens. As HQs possuem temas diversos e abordam desde a vida de super-her\u00f3is at\u00e9 crescimento pessoal, o que faz com que esse produto cultural conecte-se com diferentes p\u00fablicos. Segundo o professor Roberto El\u00edsio dos Santos, vice-coordenador do Observat\u00f3rio de Hist\u00f3rias em Quadrinhos da Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da USP, existe uma determina\u00e7\u00e3o de que as hist\u00f3rias em quadrinhos s\u00e3o um produto cultural midi\u00e1tico que precisa ser reproduzido em grande quantidade para atender \u00e0s necessidades do mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A hist\u00f3ria das HQs<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_996657\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"text-align: justify;\" aria-describedby=\"caption-attachment-996657\"><figcaption id=\"caption-attachment-996657\" class=\"wp-caption-text\"><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">As HQs s\u00e3o publicadas nos jornais desde o s\u00e9culo 18 na Inglaterra e eram voltadas para o p\u00fablico adulto. Com o passar do tempo, essas hist\u00f3rias avan\u00e7aram para Europa, EUA, chegando at\u00e9 o Brasil. <em>\u201cQuem lia jornal naquela \u00e9poca eram pessoas adultas. Mais tarde, com a publica\u00e7\u00e3o dos Sundays, que eram os suplementos dominicais dos jornais, coloridos, com muitas tiras e \u00e0s vezes uma hist\u00f3ria de uma p\u00e1gina inteira, o leitor infantil passou a consumir esse tipo de produto.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 1930, surgem os\u00a0<em>comic books<\/em>: o formato de gibis e HQs conhecidos hoje em dia. <em>\u201cAqui no Brasil, a revista\u00a0O Tico-Tico\u00a0foi a pioneira em publicar quadrinhos infantis, era uma revista dirigida ao p\u00fablico infantil, e depois foi seguida pela Gazetinha, pela Gibi e outras publica\u00e7\u00f5es. Eu acredito que hoje n\u00f3s temos uma mescla de leitores infantis, adolescentes e adultos, porque o mercado editorial comporta publica\u00e7\u00f5es das mais diferentes.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A introdu\u00e7\u00e3o do p\u00fablico infantil \u00e9 um fator importante que n\u00e3o excluiu as faixas et\u00e1rias mais velhas do p\u00fablico-alvo.<em> \u201cVoc\u00ea vai encontrar nas\u00a0comic shops, principalmente, quadrinhos que s\u00e3o voltados para todos os p\u00fablicos, do g\u00eanero super-her\u00f3i at\u00e9 os quadrinhos alternativos. Um fen\u00f4meno que ajudou a popularizar as hist\u00f3rias em quadrinhos com o p\u00fablico mais jovem foi o mang\u00e1, que come\u00e7ou a ser publicado no Brasil na d\u00e9cada de 90 e hoje tem uma infinidade de t\u00edtulos com editoras que se dedicam \u00e0 publica\u00e7\u00e3o desse tipo de material, como a JBC, e tem tamb\u00e9m artistas brasileiros fazendo quadrinhos no estilo mang\u00e1, at\u00e9 mesmo o Maur\u00edcio de Sousa.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cen\u00e1rio brasileiro,<em>\u00a0A Turma da M\u00f4nica<\/em>\u00a0e suas varia\u00e7\u00f5es feitas pela Maur\u00edcio de Sousa Produ\u00e7\u00f5es (MSP) \u00e9 a hist\u00f3ria em quadrinhos mais marcante, como afirma o pesquisador. <em>\u201cA gente tem que lembrar que o mercado editorial brasileiro comporta (al\u00e9m d)os quadrinhos infantis do Maur\u00edcio de Sousa, que, ali\u00e1s, diversificou a sua produ\u00e7\u00e3o para adolescentes, com a Turma da M\u00f4nica Jovem, e com as gr\u00e1ficas MSP, que buscam um leitor antigo que gosta de ver esses personagens sendo explorados de uma maneira diferente. Maur\u00edcio de Sousa, inclusive, \u00e9 um dos maiores produtores de hist\u00f3rias em quadrinhos. S\u00e3o milh\u00f5es de exemplares vendidos todos os meses e s\u00e3o muitos t\u00edtulos que fazem parte da MSP.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O p\u00fablico hoje<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os consumidores de hist\u00f3rias em quadrinho s\u00e3o diversos. Com a evolu\u00e7\u00e3o dos produtos culturais multim\u00eddias, as HQs passaram a estar em outras m\u00eddias, o que o professor chama de \u201csinergia entre hist\u00f3rias em quadrinhos e outras m\u00eddias, como cinema e videogames, s\u00e9ries de TV, e essa sinergia d\u00e1 um impulso muito grande para as hist\u00f3rias em quadrinhos\u201d. A diversifica\u00e7\u00e3o de produtos sobre quadrinhos fez com que um p\u00fablico que n\u00e3o era acostumado a ler come\u00e7asse a procurar por essas hist\u00f3rias nas HQs originais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As hist\u00f3rias em quadrinhos ganharam for\u00e7a na era digital e algumas passaram a contar com adapta\u00e7\u00e3o para essa m\u00eddia, como as chamadas de webcomics. <em>\u201cAl\u00e9m das hist\u00f3rias em quadrinhos impressas, n\u00f3s temos tamb\u00e9m hoje em dia as hist\u00f3rias em quadrinhos que est\u00e3o na m\u00eddia digital. \u00c9 poss\u00edvel encontrar sites dedicados a hist\u00f3rias em quadrinhos com a mesma linguagem, a mesma ideia de sequencialidade das hist\u00f3rias publicadas em papel, no suporte papel, s\u00f3 que elas est\u00e3o dispon\u00edveis na internet e muitas delas fazem sucesso na internet e depois s\u00e3o impressas para chegarem a um p\u00fablico maior. Algumas dessas webcomics agregam imagem, som e movimento. \u00c9 um meio termo entre hist\u00f3rias em quadrinhos e desenho animado, que mant\u00e9m a linguagem espec\u00edfica dos quadrinhos, bal\u00e3o, onomatopeia.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema das HQs ganha destaque tamb\u00e9m dentro do mundo acad\u00eamico. <em>\u201cH\u00e1 muitos trabalhos acad\u00eamicos que focam nas hist\u00f3rias em quadrinhos. S\u00e3o desde inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, TCCs, at\u00e9 teses de p\u00f3s-doutorado. H\u00e1 muitos professores e orientandos no Brasil inteiro que analisam as hist\u00f3rias em quadrinhos sobre v\u00e1rios aspectos da hist\u00f3ria da sociologia, das letras, da lingu\u00edstica, com objetos diferentes. Do quadrinho feito por mulheres, sobre mulheres, quadrinhos da comunidade LGBT, quadrinhos de humor, quadrinhos pol\u00edticos, quadrinhos regionais que a gente normalmente n\u00e3o conhece e passa a conhecer a partir desses trabalhos de pesquisa.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por: Fernando Silvestre<\/em><br \/>\n<em>Fonte: <span style=\"color: #000080;\"><strong><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jornal da USP<\/a><\/strong><\/span><\/em><br \/>\n<em>*Sob supervis\u00e3o de Paulo Capuzzo e Cinderela Caldeira<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Roberto El\u00edsio dos Santos, hist\u00f3rias em quadrinhos est\u00e3o chegando a todos os p\u00fablicos e est\u00e3o sendo apreciadas por uma<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21765,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[361,7338,7064],"class_list":["post-21764","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-hqs","tag-jornal-da-usp","tag-webcomics"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21764","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21764"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21764\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21769,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21764\/revisions\/21769"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21764"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21764"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21764"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}