{"id":21841,"date":"2026-07-22T00:06:02","date_gmt":"2026-07-22T03:06:02","guid":{"rendered":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/?p=21841"},"modified":"2026-07-22T00:06:56","modified_gmt":"2026-07-22T03:06:56","slug":"quadrinhos-entram-em-cena-para-divulgar-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/quadrinhos-entram-em-cena-para-divulgar-ciencia\/","title":{"rendered":"Quadrinhos entram em cena para divulgar ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Dos mang\u00e1s \u00e0s tirinhas de humor, iniciativas revelam como os quadrinhos se transformaram em aliados para aproximar o p\u00fablico da ci\u00eancia<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se as hist\u00f3rias em quadrinhos (HQs) por muito tempo foram vistas apenas como entretenimento ou produto cultural de nicho, hoje ganham novo f\u00f4lego como ferramenta para comunicar ci\u00eancia. Pesquisadores e divulgadores t\u00eam explorado a for\u00e7a da narrativa visual para transformar conte\u00fados complexos em hist\u00f3rias envolventes, capazes de atingir p\u00fablicos diversos. Nesse movimento, surgem iniciativas que v\u00e3o do uso do mang\u00e1 para ensinar conceitos de qu\u00edmica e de f\u00edsica \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de personagens que orientam sobre sa\u00fade e meio ambiente, mostrando que a combina\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e HQs j\u00e1 deixou de ser uma possibilidade para se tornar uma estrat\u00e9gia consolidada de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), esse processo ganhou for\u00e7a com o Observat\u00f3rio de Hist\u00f3rias em Quadrinhos da Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes (ECA), fundado em 1990 pelo professor Waldomiro Vergueiro com o objetivo de criar um espa\u00e7o de pesquisa e debate acad\u00eamico sobre HQs. Desde ent\u00e3o, o grupo organiza eventos, re\u00fane pesquisadores e publica trabalhos que ajudaram a legitimar o estudo dos quadrinhos no ambiente acad\u00eamico brasileiro. <em>\u201cSomos um ponto de encontro para discuss\u00f5es sobre quadrinhos e ao longo dos anos temos acompanhado o crescimento da \u00e1rea n\u00e3o s\u00f3 na USP, mas em institui\u00e7\u00f5es de todo o Brasil\u201d<\/em>, afirma Vergueiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele lembra que a universidade teve um papel pioneiro ao abrir espa\u00e7o para esse tipo de estudo, especialmente na \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o, mas que hoje os quadrinhos est\u00e3o presentes em pesquisas de quase todas as \u00e1reas do conhecimento, da f\u00edsica \u00e0 literatura. A cada edi\u00e7\u00e3o das Jornadas Internacionais de Hist\u00f3rias em Quadrinhos da USP, realizadas anualmente em agosto, \u00e9 poss\u00edvel constatar um crescimento do n\u00famero de pesquisadores e pesquisas que utilizam ou versam sobre quadrinhos. Para o professor, esse crescimento reflete a maturidade acad\u00eamica do tema e a aceita\u00e7\u00e3o cada vez maior dos quadrinhos no ambiente universit\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vergueiro aponta que nem sempre foi assim. <em>\u201cNo come\u00e7o havia resist\u00eancia. Quem trabalhava com quadrinhos era visto como extravagante, esquisito. Hoje isso diminuiu bastante\u201d<\/em>, conta. Ele, que dedicou 31 anos \u00e0 carreira acad\u00eamica antes da aposentadoria, afirma ter sido \u201cum privilegiado\u201d por poder passar a vida estudando e lendo gibis como objeto de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o assunto \u00e9 a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, Vergueiro v\u00ea nos quadrinhos uma ferramenta poderosa. <em>\u201cEles facilitam a compreens\u00e3o, tornam a comunica\u00e7\u00e3o mais direta e ajudam a esclarecer pontos que, em outros formatos, seriam mais dif\u00edceis de entender\u201d<\/em>, explica. Para ele, o car\u00e1ter l\u00fadico da linguagem visual \u00e9 um diferencial importante tanto na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica quanto na comunica\u00e7\u00e3o com o grande p\u00fablico. Mas alerta para a necessidade de explorar de fato os recursos da m\u00eddia: muitas vezes, cientistas e divulgadores se limitam a usar os quadrinhos apenas para representar um professor na lousa ou um cientista explicando conceitos, perdendo o potencial narrativo que a linguagem oferece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Vergueiro, o caminho mais interessante \u00e9 explorar a narrativa dos quadrinhos sem depender da \u201cvoz de autoridade\u201d, permitindo que os conceitos cient\u00edficos sejam transmitidos de forma mais criativa e envolvente. J\u00e1 existem exemplos bem-sucedidos nesse sentido, tanto no Brasil quanto no exterior. Internacionalmente, figuram nomes como o norte-americano\u00a0<strong>Larry Gonick<\/strong>,\u00a0autor das s\u00e9ries\u00a0<em>The Cartoon History of\u2026<\/em>\u00a0e\u00a0<em>The Cartoon Guide to<\/em>\u2026, al\u00e9m da cole\u00e7\u00e3o\u00a0<strong><em>G<\/em><\/strong><strong><em>raphic Guides<\/em><\/strong>, publicada pela editora inglesa Icon Books. No Brasil, observa-se um movimento igualmente expressivo: <em>\u201cTemos trabalhos muito bons no pa\u00eds, inclusive ligados \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d<\/em>, refor\u00e7a Vergueiro, citando o quadrinista J\u00e3o (Jo\u00e3o Garcia), criador da s\u00e9rie de tirinhas\u00a0<span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/www.comciencia.br\/acervo-joao-garcia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Os Cientistas em Quadrinhos<\/em><\/strong><\/a><\/span>\u00a0e o cartunista Marco Merlin, autor das\u00a0<span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/quadrinhorama?igsh=cG5mZW5xaTE1eThw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><strong>Cientirinhas<\/strong><\/em><\/a><\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O mang\u00e1 na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mang\u00e1s, hist\u00f3rias em quadrinhos origin\u00e1rias do Jap\u00e3o, tamb\u00e9m v\u00eam sendo explorados na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Um exemplo \u00e9 a s\u00e9rie\u00a0<em>Guia Mang\u00e1<\/em>, publicada no Brasil pela Novatec Editora em parceria com a americana No Starch Press e a japonesa Ohmsha, uma das editoras mais tradicionais de livros t\u00e9cnicos do Jap\u00e3o. Cada volume \u00e9 escrito por cientistas ou matem\u00e1ticos com amplo conhecimento em suas \u00e1reas e ilustrado por mangak\u00e1s profissionais. A cole\u00e7\u00e3o aborda temas diversos em n\u00edvel universit\u00e1rio, que v\u00e3o da bioqu\u00edmica e da biologia molecular \u00e0 teoria da relatividade, al\u00e9m de assuntos t\u00e9cnicos como bancos de dados e microprocessadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ilustradora e qu\u00edmica Adriana Iwata, doutora em Ci\u00eancias pela UFSCar, tamb\u00e9m se inspirou no estilo do mang\u00e1 para produzir HQs cient\u00edficas. Em sua trajet\u00f3ria, investigou como as HQs podem apoiar o ensino e a divulga\u00e7\u00e3o da qu\u00edmica. Da\u00ed nasceram projetos como a cole\u00e7\u00e3o\u00a0<span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"http:\/\/www.vidro.ufscar.br\/#manga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Hist\u00f3rias de Vidro em Quadrinhos<\/em><\/strong><\/a><\/span>, as\u00a0<span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/tirinhasdevidro.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Tirinhas de Vidro<\/em><\/strong><\/a><\/span>\u00a0e as\u00a0<a href=\"https:\/\/tirinhascbip.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>T<span style=\"color: #000080;\">irinhas do<\/span><\/em><\/strong><span style=\"color: #000080;\">\u00a0<strong><em>INCT-CBIP<\/em><\/strong><\/span><\/a>, HQs curtas que aliam humor, curiosidade cient\u00edfica e conceitos t\u00e9cnicos, mostrando como a narrativa visual pode despertar interesse em temas complexos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Iwata, hist\u00f3rias em quadrinhos s\u00e3o ferramentas eficazes tanto para a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica quanto para o ensino de qu\u00edmica. <em>\u201cMang\u00e1s e HQs funcionam bem como uma ferramenta para a divulga\u00e7\u00e3o de conte\u00fados cient\u00edficos e em atividades l\u00fadicas no ensino de qu\u00edmica, pois s\u00e3o uma m\u00eddia relativamente conhecida por boa parte do p\u00fablico\u201d<\/em>, afirma. Para ela, a combina\u00e7\u00e3o entre imagem e narrativa facilita o engajamento dos leitores: <em>\u201cO fato de utilizarmos a imagem nas HQs permite que o conte\u00fado de qu\u00edmica fique mais claro e acess\u00edvel do que s\u00f3 com o texto.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iwata observa que o impacto varia conforme o p\u00fablico. <em>\u201cO p\u00fablico do fundamental e m\u00e9dio gosta das ilustra\u00e7\u00f5es e da hist\u00f3ria; o p\u00fablico de ensino superior, principalmente os de licenciatura, olha para as HQs como uma ferramenta para utiliza\u00e7\u00e3o em sala de aula; j\u00e1 o p\u00fablico geral aprecia bastante o fator informativo presente nas HQs e tamb\u00e9m o roteiro\u201d<\/em>, explica.\u00a0 Para ela, o uso dos quadrinhos no ensino formal pode ir al\u00e9m da leitura: os alunos podem produzir suas pr\u00f3prias HQs, desenvolvendo criatividade, escrita e trabalho em equipe. E aconselha: qualquer pessoa pode se aventurar a produzir quadrinhos cient\u00edficos, desde que conhe\u00e7a bem seu p\u00fablico-alvo e tenha clareza sobre os objetivos da proposta, seja conscientizar, ensinar ou divulgar ci\u00eancia de forma mais ampla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, Iwata expande sua atua\u00e7\u00e3o com novos projetos que unem ci\u00eancia e narrativa visual. Em parceria com o f\u00edsico Romain Bachelard, do Departamento de F\u00edsica da UFSCar, ela desenvolve uma HQ sobre temas de f\u00edsica qu\u00e2ntica, vinculada \u00e0 FAPESP e realizada em comemora\u00e7\u00e3o ao Ano Internacional da Qu\u00e2ntica. A proposta prev\u00ea tanto a produ\u00e7\u00e3o de material impresso e virtual, quanto a realiza\u00e7\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o com p\u00e1ginas da obra. Paralelamente, ela trabalha em\u00a0<span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/sigmapimanga.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Sigma Pi<\/em><\/strong><\/a><\/span>, quadrinho que acompanha um clube de qu\u00edmica formado por estudantes do ensino m\u00e9dio. Publicada em 2025 como uma vers\u00e3o \u201creboot\u201d de um projeto iniciado em 2019, a s\u00e9rie ganhou maior \u00eanfase na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, aproximando jovens leitores da qu\u00edmica por meio de personagens e situa\u00e7\u00f5es do universo escolar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dentitos: HQs que promovem sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dentitos e ABSS<\/em>\u00a0\u00e9 uma s\u00e9rie de HQs que busca orientar cuidadores, educadores e a comunidade em geral sobre temas ligados \u00e0 sa\u00fade bucal e infantil. O material \u00e9 o principal produto do projeto Aprender Brincando sobre Sa\u00fade (<strong>ABSS<\/strong>), coordenado pela professora Fl\u00e1via Fl\u00f3rio, do Centro de Pesquisas Odontol\u00f3gicas S\u00e3o Leopoldo Mandic. O projeto tem como objetivo levar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o informa\u00e7\u00f5es em sa\u00fade, baseadas em evid\u00eancias cient\u00edficas, de forma leve e l\u00fadica. Os conte\u00fados das HQs foram validados cientificamente por especialistas da \u00e1rea e por representantes do p\u00fablico-alvo. Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o, estudos avaliaram os efeitos das HQs no conhecimento dos leitores sobre os temas abordados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00e9rie conta com tr\u00eas volumes. O primeiro,\u00a0<em>O fl\u00faor e a sa\u00fade bucal<\/em>, ensina o uso seguro do dentifr\u00edcio fluoretado \u2013 os cremes dentais que cont\u00eam fl\u00faor \u2013 e apresentou resultados positivos tanto no conhecimento de cuidadores e educadores quanto na melhoria de pr\u00e1ticas em regi\u00f5es sem \u00e1gua fluoretada. O segundo,\u00a0<em>Traumatismo dent\u00e1rio<\/em>, orienta sobre condutas imediatas em casos de trauma e, em testes, elevou o \u00edndice de acertos de 50,5% para 81,2% ap\u00f3s a leitura. J\u00e1 o terceiro,\u00a0<em>Sa\u00fade alimentar<\/em>, aborda h\u00e1bitos saud\u00e1veis nos primeiros cinco anos de vida e tamb\u00e9m se mostrou eficaz em ampliar o conhecimento dos cuidadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As publica\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis gratuitamente em\u00a0<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/1mNlYpG37ABqlxC7jIVXWkuHI2WwnVuWO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #000080;\"><strong>formato digital<\/strong><\/span>\u00a0<\/a>e tamb\u00e9m circulam em vers\u00f5es impressas distribu\u00eddas em escolas e comunidades, com apoio da FAPESP e de empresas como a Curaprox. Para Fl\u00f3rio, os resultados obtidos <em>\u201crefor\u00e7am o potencial das HQs como ferramentas educativas eficazes, acess\u00edveis e bem aceitas, contribuindo para a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade bucal e infantil em diferentes contextos\u201d<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Turma da M\u00f4nica: Cultura oce\u00e2nica em HQ<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2025, a Turma da M\u00f4nica ganhou a edi\u00e7\u00e3o especial\u00a0<span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/catedraoceano.iea.usp.br\/turmadamonica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Oceanos<\/em><\/strong><\/a><\/span>, criada para celebrar a D\u00e9cada da Ci\u00eancia Oce\u00e2nica para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (2021-2030), promovida pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). O lan\u00e7amento, sob coordena\u00e7\u00e3o do professor Alexander Turra, do Instituto Oceanogr\u00e1fico da USP, foi uma iniciativa da C\u00e1tedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano e do Instituto Costa Brasilis. O objetivo \u00e9 estimular a cultura oce\u00e2nica \u2013 a compreens\u00e3o da influ\u00eancia do mar na vida das pessoas e do impacto das a\u00e7\u00f5es humanas sobre ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na hist\u00f3ria, Franjinha conduz a turma em um passeio submarino que revela ecossistemas, esp\u00e9cies e desafios ambientais. Para Germana Barata, coordenadora da Rede Ressoa Oceano, o alcance da revista entre crian\u00e7as e jovens transforma essa iniciativa em uma poderosa ferramenta de educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Segundo ela, os leitores n\u00e3o encaram a HQ como conte\u00fado formal, mas como parte das aventuras de personagens queridos. Essa naturalidade abre espa\u00e7o para que conceitos ligados \u00e0 D\u00e9cada da Ci\u00eancia Oce\u00e2nica da ONU e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel sejam apresentados de forma envolvente. <em>\u201cAt\u00e9 o Casc\u00e3o, que sempre fugiu da \u00e1gua, entra em um submarino e observa o fundo do mar. Essa cena pode marcar o leitor\u201d<\/em>, diz Barata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a pesquisadora, a cultura oce\u00e2nica se constr\u00f3i justamente nesse tipo de experi\u00eancia: em linguagens variadas, com diferentes intensidades de impacto. Ela observa que nem todas as crian\u00e7as desenvolver\u00e3o uma rela\u00e7\u00e3o imediata com o mar, mas que, para algumas, a hist\u00f3ria pode despertar o fasc\u00ednio e o respeito pelo oceano. Para Barata, o grande valor est\u00e1 em mostrar que a ci\u00eancia n\u00e3o precisa estar restrita a escolas e museus \u2013 ela pode estar presente em uma revistinha, em um desenho animado ou em uma exposi\u00e7\u00e3o de bairro. <em>\u201cIsso banaliza a ci\u00eancia no bom sentido\u201d, afirma. \u201cMostra que ela pode estar em qualquer lugar, pertencer a todos e fazer parte do nosso cotidiano.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revista foi distribu\u00edda gratuitamente em escolas e bibliotecas e tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel em\u00a0<span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000393585?posInSet=1&amp;queryId=e25b2eb6-687c-43af-9144-bfca8b5885fc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>vers\u00e3o digital<\/strong><\/a><\/span>\u00a0. Novas edi\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o previstas, com foco em outros ambientes marinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Thabata Oliveira \u00e9 bi\u00f3loga e designer formada pela USP, ilustradora e comunicadora de ci\u00eancia. Cursa a especializa\u00e7\u00e3o em Jornalismo Cient\u00edfico no Labjor\/Unicamp.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>imagem:\u00a0<span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/sigmapimanga.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Sigma Pi<\/strong><\/a><\/span>, de Adriana Iwata<\/em><\/p>\n<p>Por: Thabata Fernanda Oliveira<br \/>\nFonte: <a href=\"https:\/\/www.comciencia.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #000080;\">Com Ci\u00eancia<\/span><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos mang\u00e1s \u00e0s tirinhas de humor, iniciativas revelam como os quadrinhos se transformaram em aliados para aproximar o p\u00fablico da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21842,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-21841","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21841","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21841"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21841\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21844,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21841\/revisions\/21844"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21841"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/kriocomics.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}