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Falta de acesso de crianças e adolescentes às histórias em quadrinhos, prejudica a formação de leitores

Um artigo publicado no Jornal da USP comentou sobre os riscos que a falta de acesso às histórias em quadrinhos promove na formação de leitores.

Segundo o professor e coordenador do Observatório de Histórias em Quadrinhos na Escola de Comunicações e Artes da USP, Waldomiro Vergueiro o mercado de quadrinhos tem peculiaridades muito exclusivas desde seu início. “No final da década de 30, quando surgem as revistas em quadrinhos nos Estados Unidos, principalmente com super-heróis, elas se direcionam para o público infantil, foi o primeiro produto criado especificamente para esse tipo de público”, explica o professor.

“Hoje em dia, a produção de quadrinhos é muito menor numericamente; tem uma variedade muito grande de títulos, mas para públicos menores, então, as revistas de história deixaram de ser, digamos assim, o carro-chefe da indústria para se transformarem num dos eixos de uma grande roda”, conta Vergueiro, ao explicar como os quadrinhos passaram a integrar uma nova forma de consumo midiático.

Para Vergueiro, a falta de contato desde a infância com as revistas é um grande empecilho no processo de formação de novos leitores e consumidores dessa mídia específica. Atualmente, grande parte dos leitores de quadrinhos é composta de consumidores intermediários, cujos hobbies se mesclam entre HQs e outros formatos de entretenimento. “Esse público exclusivo de quadrinhos, o aficionado por história em quadrinhos, esse público realmente diminuiu mesmo, diminuiu bastante”, diz o professor.

Segundo Vergueiro, democratizar o acesso às HQs é importante para permitir que novos leitores entrem em contato com a mídia. “A criação de novas gibitecas pelo país ou o aumento de títulos em quadrinhos nas bibliotecas públicas, são fatores que ajudam a empurrar, aumentar ou incentivar o consumo de quadrinhos”, conclui.

 

Da Redação

 

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