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“Adèle, a terrível”. Uma leitura familiar

Para quem procura um quadrinho para ler em família, com um tom leve, mas com algumas sacadas mais ácidas que só a infância pode nos deliciar, “Adèle, a terrível” é uma boa alternativa.

A publicação da @editoraleyabrasil já está em seu terceiro volume e traz o universo de uma garota que basicamente é a nossa “malvadinha favorita”.

Enquanto adulto, pra mim foi inevitável fazer comparações com Calvin, Mafalda e Dennis, o pimentinha. De fato Adèle é uma mistura de tudo isso. Tem o seu lado fantasioso e imaginativo que só quer brincar, fugir da escola, conseguir esconder as notas ruins com toda a inocência que uma criança pode ter, ao mesmo tempo em que com uma língua afiada ela faz comentários bem sérios sobre política, meio ambiente e comportamento social.

E não posso deixar de comentar o fato de ela ter uma personalidade bem forte e travessa que traz dois grandes pontos: primeiro, ela é uma criança que não quer agradar, pelo contrário, desde o começo ela deixa claro que não gosta de pessoas. Segundo, algumas de suas “brincadeiras”, ou experiências como ela gosta de chamar, são bem perigosas e até mortais, beirando quase a uma “psicopatinha”, o que pra mim é muito curioso porque quebra a expectativa de que crianças são sempre legais, amáveis, sociáveis e vivem em um mundo cheio de ternura.

Aqui, obviamente, o papel dos pais é fundamental. São eles que precisam lidar com Adèle e entender o que é fantasia de criança e o que é uma traquinagem para burlar as aulas ou um castigo.

E ao contrário de Calvin ou Mafalda que tem as suas aventuras em uma narrativa de tiras, aqui os autores desenvolvem as aventuras de Adèle em histórias muito curtas, em no máximo duas páginas com quadros grandes. Isso dá outro ritmo de leitura, ideal para os pequenos.

“Adèle, a terrível” é uma boa HQ para ler em família e com os pequenos juntos. Nem tão política e nem tão anárquica, a série é uma boa oportunidade para despertar nos jovens leitores a paixão pelas histórias, ao mesmo tempo em que permite abrir espaço para discussões para formar um senso crítico. Eu curti!

 

Por: Renato Labeau
Fonte: Impulso HQ

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