Chainsaw Man – Tatsuki Fujimoto, um dos mangás mais bizarros e populares do momento

Demônios ou onis (como são chamados no Japão), são peças importantes na mitologia do país oriental. É normal lermos mangás em que a trama é baseada neles. “Demon Slayer” e “Jujutsu Kaisen”, são alguns exemplos. “Chainsaw Man”, de Tatsuki Fujimoto, entra no hall dos títulos com essa temática, mas diferentemente dos demais, há um diferencial: é bizarramente divertido.

Em “Chainsaw Man”, a história se passa em um mundo onde os demônios nascem dos medos humanos. Embora sejam geralmente perigosos e cheios de maldades, os humanos podem firmar contratos com demônios para usar uma parte de seu poder. Denji é um jovem deprimido e extremamente pobre que está tentando pagar a dívida de seu falecido pai com a Yakuza vendendo alguns de seus órgãos e trabalhando como caçador de demônios.

Denji também tem um demônio de estimação que é muito parecido com um cachorro chamado Pochita, mas na verdade é uma motosserra. Sim, é isso que você acabou de ler, uma MOTOSSERRA! Denji é incumbido pela Yakuza de matar um demônio, mas descobre que na verdade está sendo traído.

Ele acaba sendo morto e Pochita é gravemente ferido, mas os dois já haviam feito um acordo que permitiu a Pochita se fundir com seu tutor (uma espécie de fusão de Dragon Ball). Ele se torna um homem motosserra. Novamente, é isso mesmo que você acabou de ler, ao se fundir com seu cachorro demoníaco, ele vai caçar demônios colocando uma motosserra pra fora do peito. Bacana, né?

Denji mata o demônio que o matou e é abordado por uma equipe de caçadores de demônios do governo. Como ele agora se tornou parcialmente um demônio, um dos membros da equipe, Makima, convence Denji a se tornar parte de sua organização para evitar ser cassado por eles. Ou seja, depois disso tudo, o cara ainda vira funcionário público. É mole?

“Chainsaw Man” é um mangá muito divertido, tem uma arte fluida e pouco suja. A cada página lida, não dá pra acreditar que é aquilo mesmo que você está absorvendo. O mais puro suco da bizarrice em um formato de história em quadrinhos oriental.

Imagine que Denji, além de se transformar nesse cara que você acabou de ler, ele tem objetivos simplórios como pegar num peitões, por exemplo, ou comer um belo pratão de comida. Caçar demônios pra ele é muito fácil, difícil é fazer mais de duas refeições em um dia. Ao se tornar um funcionário público, muita coisa vai melhorar na sua vida, porém vai ser difícil se livras dos hábitos de quando era um zé ninguém.

“Chainsaw Man” é tão doido que pode te deixar empolgadão e fissurado em ler mais e mais. O problema é que periodicidade da Panini é bimestral e até a publicação desta resenha, foi lançado o 3º pela editora. Ao total, “Chainsaw Man” estará completo em 11 volumes que você pode adquirir separadamente ou assinando diretamente com a Panini. O valor de cada volume é de R$ 29,90.

E aí? Bora dar uma chance pra “Chainsaw Man”? Muita gente traça paralelos sobre a trajetória de Denji a regimes políticos, já outros só querem ver o carinha metendo a motosserra em todo mundo. Bom, independemente de como você vai enxergar a obra, garanto que você não vai se arrepender!

 

Por: Bruno Fonseca
Fonte: Proibido Ler

 

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