Kamen Rider Vol. 1, de Shotaro Ishinomori, é lançado pela Editora NewPop

A origem do guerreiro da justiça enviado pela Mãe Natureza

Saber como uma grande franquia do tokusatsu começou é importante para quem cresceu assistindo aos super-heróis japoneses pela televisão. Mas não só por isso, se você chegou depois, conhecer as origens dos personagens que admiramos faz parte do pacote. Kamen Rider pra mim foi um deles, mas nem de longe eu sonhava que o motoqueiro mascarado criado por Shotaro Ishinomori fosse o responsável por tudo que veio depois. Estranho, né?

Mas tudo fica mais fácil de visualizar, após a leitura do primeiro volume do mangá de “Kamen Rider”, publicado por aqui pela Editora NewPop. O selo Xogum, além compilar grandes clássicos do gênero, vai ajudar a ampliar a biblioteca de quem sempre quis ter grandes obras lançadas de forma legal e com tradução impecável.

Em “Kamen Rider Vol. 1”, Takeshi Hongo é o melhor aluno do curso de biologia da Universidade Jouhoku e, por conta da sua inteligência, unida à grande capacidade motora, é alvejado pela Shocker, uma vil organização que trama a dominação mundial! Ao ser raptado por ela, o jovem sofre um procedimento de modificação do corpo e é transformado em um super-humano. Porém, momentos antes de ter até o cérebro modificado, Takeshi é salvo por seu antigo professor e consegue escapar do covil do inimigo. Agora, o então simples universitário jura acabar com as ambições malignas da Shocker e, para isso, assume a identidade como o primeiro mensageiro da Mãe Natureza e guerreiro da justiça: o Kamen Rider!

Você pode até pensar que a história é um pouco batida, após ler a sinopse. Mas te garanto que é só uma impressão boba, Kamen Rider vai te conquistar. Além da simplicidade como Ishinomori conta a trajetória do super-herói, as cenas de ação quadro a quadro quando Hongo está transformado, valem a pena!

É como assistir ao toksusatsu. Enquanto ele está tentando resolver as coisas sem o henshin (termo usado para o momento da transformação), tudo parece meio monótono e sem graça. Mas quando ele se transforma, dá um grau na motoca e detona os inimigos com um Rider Punch (um socão muito do bem dado) ou um Rider Kick (um chutão mortal), a sensação é outra e o nível de qualidade da história sobe de patamar.

Portanto, não fique cabreiro se você assistiu ou não ao toksusatsu, beleza? Não vai atrapalhar a sua experiência com o mangá. E digo mais, vai dar vontade de conhecer as séries com o personagem depois de terminar de ler o primeiro volume.

Os três volumes de “Kamen Rider” já foram lançados pela editora NewPop e você pode encontrá-los aqui.

 

Por: Bruno Fonseca
Fonte: Proibido Ler

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